quarta-feira, 11 de março de 2015

Protestos e impitiman é meuzovo

No Brasil, a macacada (no bom sentido, é claro) ta reunida. Ou melhor, vai se reunir. Primatas são seres gregários gostam, assim, de viver em grupo. Gostam de compartilhar idéias em grupo, influenciar. Só que tem muito primata que não busca o discernimento e a sabedoria. Será que aprenderam a pensar? Mas o que é pensar mesmo? Precisamos de linguagem para tal?

Enfim, os primatas humanos de varias cores e afiliações tão se reunindo e vão tomar as ruas no dia 13 e 15 próximos. Nossos primos talvez fizessem o mesmo. E nem precisam de linguagem rebuscada e vaidades humanas para isso. Também exercem o direito de reunirem pacificamente... Pacificamente? Não esqueçam que nosotros somos semelhantes a primos agressivos, e a primos amáveis e pansexuais.

E então, fica difícil defender o pacifismo sempre. Alguns escolherão o caminho agressivo, nada mais esperado e natural para primatas domesticados, que não deixam de ser primatas. Mas perai, a cultura não humanizou nosotros? Por que tu naturalizas a violencia? Não que ela seja naturalizavel. Ela existe e devemos lidar.

Then... Primatas de todas as cores, façam guerra ou façam amor, lembrem que essa escolha os nossos primos já fizeram antes de nós. Resolvendo problemas de sexo com guerra ou resolvendo problemas de guerra com sexo? Escolha e seja feliz!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Je suis Charlie. Nós somos primatas

Se Je suis Charlie, logo nós somos primatas. E então, eles são estrangeiros, forasteiros, terroristas, extremistas...

Nós x Eles. Nossos primos primatas já conhecem essa história. Eu pertenço a um grupo e você a outro. Mais do mesmo.

Todos somos primatas! E viva a liberdade de expressão!

P.S.: I am not Charlie.

sábado, 18 de outubro de 2014

Playboys, eleições e comunistas

Olá amigos,

Hoje passamos no Brasil, por momento de grande acirramento das eleições presidenciais. Temos playboys largamente defendendo seus interesses e supostos comunistas que querem chavizar no nosso Brasil. Eu não acredito em nenhum dos dois...

Voltamos as disputas de sempre, ricos vs. pobres, bonitos vs. feios, homens vs. mulheres, elite branca vs. negros pobres, hetero vs. homo etc. Como se libertar dessa mesmice???

Não sei, pensemos um pouco.

Enfim, no final das contas todos somos primatas bípedes e imperfeitos. A política, afinal também é exercida por nosso primos não-humanos, nada de novo na evolução... E tem gente que se gaba por ser humano?!

Saudações cordiais,

Apenas mais um comedor de bananas

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Playboy ou Senhor Feudal? Qual a sua escolha...

Amigo leitor (ou eu mesmo?), 

Sinceramente, parei para pensar. Qual o caminho que os estudantes universitários pensam em seguir. Ou escolhem o primeiro ou o segundo. Parece não haver meio termo.

Mas afinal, o que é ser plaboy? E um Senhor Feudal? (Tenho medo até de definir, pois posso estar ofendendo a mim mesmo)

O típico playboy natalense adora Red Label, andar com o som do carro alto e sonha em passar em concurso. Isso sim é que é vida. Estude o mínimo possível para passar num bom concurso e viver a vida só de alegria. Vou estar com a vida feita. É cinco anos de sofrimento, mas logo logo você fica rico...

O Senhor Feudal, aí prefiro só falar sob tortura. Eu mesmo pretendo ser um. Os leitores mais espertos (e sábios por que não?) entenderão.

Saudações fraternas,

P.S.: Ando meio atarefado, mas isso não é desculpa para deixar de postar. Quando puder voltar a pensar direito, retorno a postar com maior regularidade. Parece que uso isso aqui apenas para desaguar ideias avulsas, apenas com objetivo terapêutico.


sábado, 29 de outubro de 2011

Todo primata é manicaca?

Passei as últimas semanas refletindo sobre um nobre comportamento dos colegas natalenses. Enfim, buscava a essência de ser natalense. Aonde repousa a identidade do natalense? Seria torcer para ABC ou América? Ou seria gostar de carros de grande porte? Ou ainda, seria esperar por uma copa do mundo e se orgulhar da nossa vida provinciana (!?)
Nesse pensamento nebuloso me deparei com uma característica inconfundível dos nobres colegas natalenses: a manicaquice. Mas se vc não sabe do que se trata caro leitor não se preocupe. Posso explicar. Manicaca é o macho que tendo assumido publicamente relações conjugais sérias com uma fêmea muda seu comportamento ao ponto de obedecer às vontades e aos caprichos desta. Complicado, não? Trocando em miúdos, o cara é dominado pela mulher, some do mundo, não tem mais amigos... Ela manda e desmanda.
Bem... Evidentemente em Natal existe tantos manicacas quanto dias ensolarados no decorrer do ano. Basta sair um pouco e observar. É muito fácil identificar. O sujeito geralmente anda atrás da digníssima e mal fala em certas situações... É melhor eu ficar por aqui pra vc não se identificar. (Depois repasso o protocolo completo de como identificar manicacas)
Mas, o que me motivou mesmo a escrever isso aqui, foi a busca da identidade natalense. Ser manicaca já é clássico. Haveriam outras maneiras de identificação da natureza natalensis? Talvez um certo orgulho pelas nossa oligarquias... Deixemos esse assunto para outras passagens.

Aí fica o aviso: Se todo natalense é primata, e ser natalense implica em ser manicaca. Então todo primata é manicaca. (Simples, não?)


sábado, 3 de setembro de 2011

Macaco sozinho, fraco; unidos, forte...

Pra quem não assistiu ainda Planeta dos Macacos: a origem fica essa mensagem. De toda a trama, nada aconteceria sem o comportamento de cooperação dos nossos primos macacos.

Em cena na qual o protagonista Cesar fala com seu amigo orangotango usando gestos e um galho diz mais ou menos isso: Se estivermos sozinhos somos fracos, mas juntos somos fortes. Sensacional!

Ai fica dica desse primata que vos fala.


sábado, 16 de julho de 2011

Muito Além do Nosso Eu by Miguel Nicolelis

O primata que vos fala não poderia deixar de comentar o primeiro livro para o grande público do grande neurocientista Miguel Nicolelis. Muito interessante ver a visibilidade que a ciência pode ganhar no Brasil a partir desse livro.

A Companhia das Letras já tem tradição em publicar bons livros de divulgação científica e são muitos, posso citar Dawkins, Pinker, Damasio, Sacks, De Waal, Sagan... Mas ver um brasileiro escrevendo sobre ciência em livro editado pela mesma editora desses grandes é bem emocionante. Pelo que saiba nenhum grande cientista brasileiro antes publicou e teve tão grande presença quanto Nicolelis.

Segundo informações do próprio autor no twitter, "Muito Além do Nosso Eu" já se encontra na lista dos mais vendidos da Veja, Folha e Globo. Curioso que um verdadeiro livro de divulgação científica ganhe grande visibilidade. (Tudo isso pode em parte ser explicado pela presença na mídia do próprio Nicolelis. O fato de livro estar sendo muito vendido, não quer dizer que será lido na mesma voracidade... Conheço bem meus conterrâneos em matéria de leitura. A galera gosta de comprar livro, mas ler mesmo e discutir... sei não)

O livro "Muito Além do Nosso Eu" resume todo o trabalho do neurocientista e nesse meio conta a história de diversos neurocientistas importantes, faz o resgate da memória desses grandes que por ventura foram esquecidos pelos livros didáticos. Em destaque, o livro começa com interessante narrativa de encontro de Nicolelis com seu futuro orientador de doutorado o professor César Timo-Iaria. A descrição do sonho realizado de Santos Dumont nos céus de Paris também marca bastante. E finaliza com uma citação de suas memórias de infância resgatando encontro com sua avó Lygia.

Durante todo o livro como não poderia deixar de fazer faz referências ao futebol. Pode ter sido uma maneira de amenizar a descrição árdua de certos temas bastante complexos para o leigo. Nesse ponto, é importante ressaltar que a leitura de alguns capítulos exige paciência para chegar a um entendimento. Pelo menos deve-se ressaltar as boas ilustrações que facilitam a compreensão. Mas, se nos agradecimentos já cita a dificuldade que teve de sintetizar a redação do livro, o resultado não foi tão sintético assim. Algumas partes são bem cansativas mesmo e são melhor compreendidas por quem já tem base do assunto. Ok, pra não ser tão chato... Tudo bem! Reconheço o esforço de Nicolelis de sintetizar tantas ideias. Produziu um livro volumoso para os padrões de leitura de um brasileiro. Nada mal pra sua estreia na divulgação científica. Esperemos que venham muitos outros depois desse.